Começando do zero e guardando R$ 300 no fim de cada mês, você alcança R$ 10 mil no 34º mês, sem rendimentos: dois anos e dez meses. No mês 33, o saldo é R$ 9.900. No seguinte, bastariam mais R$ 100 para fechar a meta; se fizer o aporte completo de R$ 300, o saldo será R$ 10.200.
R$ 300 por mês levam 34 meses até os primeiros R$ 10 mil
O prazo depende primeiro do que você consegue guardar com regularidade. Os juros entram como cenários de comparação, sem substituir um aporte que caiba no orçamento.
- Em 12 meses, os aportes somam R$ 3.600.
- Com R$ 1.000 já guardados, faltam 30 aportes de R$ 300, sem juros.
- R$ 300 é um exemplo em reais, não uma obrigação nem a média de poupança do brasileiro.
- Aporte
- Valor que entra na meta em cada mês.
- Saldo na chegada
- Total após o aporte do primeiro mês em que a meta é alcançada; pode passar de R$ 10 mil.
Acompanhe os primeiros R$ 1.000 antes de olhar para os R$ 10 mil
A conta sem juros é o valor que falta dividido pelo aporte mensal, arredondado para o mês seguinte. R$ 10.000 divididos por R$ 300 dão 33,33; como os depósitos são mensais, a chegada acontece no mês 34.
A tabela usa aportes completos de R$ 300 e nenhum saque. No mês 4 você já passou de R$ 1.000; no mês 17, de R$ 5.000. Se quiser parar exatamente nos R$ 10 mil, basta depositar os R$ 100 restantes no último mês.
| Mês | Total guardado | Quanto falta para R$ 10 mil |
|---|---|---|
| 4 | R$ 1.200 | R$ 8.800 |
| 12 | R$ 3.600 | R$ 6.400 |
| 17 | R$ 5.100 | R$ 4.900 |
| 24 | R$ 7.200 | R$ 2.800 |
| 33 | R$ 9.900 | R$ 100 |
| 34 | R$ 10.200 | R$ 0 |
R$ 300 cabem no seu mês depois das contas?
O IBGE divulgou rendimento nominal mensal domiciliar per capita de R$ 2.316 para o Brasil em 2025. Esse indicador considera a renda por morador do domicílio; não é o salário mediano de quem trabalha nem uma medida de quanto sobra para guardar. Por isso, ele ajuda a contextualizar o exemplo, mas não define seu orçamento.
Imagine uma renda líquida de R$ 2.500, com R$ 2.000 destinados às contas e aos gastos do mês e R$ 200 separados para despesas que não aparecem todo mês. Sobram R$ 300 para a meta. É um orçamento fictício, não uma estimativa do custo de vida no Brasil nem um valor calculado a partir da estatística do IBGE.
Se os gastos aumentarem R$ 100, o espaço para guardar cai para R$ 200. Ajustar o aporte a esse novo valor muda a data, mas evita contar como economia um dinheiro que você precisará tirar da meta para pagar as contas.
R$ 100, R$ 200 ou R$ 500: veja o prazo de cada aporte
Os cálculos começam com saldo zero e não incluem rendimentos. Cada linha mostra o primeiro mês em que um aporte completo leva o saldo a pelo menos R$ 10 mil. É por isso que algumas linhas terminam acima da meta.
Passar de R$ 300 para R$ 400 reduz o prazo de 34 para 25 meses. Antes de assumir esse aumento, confira se os R$ 100 extras ficam disponíveis também nos meses com contas maiores.
| Aporte mensal | Meses até a meta | Saldo após o último aporte |
|---|---|---|
| R$ 100,00 | 100 | R$ 10.000,00 |
| R$ 200,00 | 50 | R$ 10.000,00 |
| R$ 300,00 | 34 | R$ 10.200,00 |
| R$ 400,00 | 25 | R$ 10.000,00 |
| R$ 500,00 | 20 | R$ 10.000,00 |
Se sua renda muda, refaça o plano com o que já conseguiu guardar
Para quem recebe por serviço, comissão ou trabalho eventual, o melhor mês pode dar uma impressão exagerada do que é possível repetir. Separe o valor de base das entradas extras e reveja a meta quando o dinheiro efetivamente entrar.
Sem juros, deixar de fazer dois aportes de R$ 300 e não compensá-los reduz o saldo do mês 34 para R$ 9.600. No mês 35 você teria R$ 9.900; no mês 36, R$ 10.200. Para repor os R$ 600 antes da data original, uma possibilidade seria acrescentar R$ 100 a seis aportes posteriores, desde que todos aconteçam até o mês 34 e caibam no orçamento.
Se a redução durar mais tempo, recalcule a partir do saldo atual. Depois de doze aportes de R$ 300, você tem R$ 3.600. Passando a guardar R$ 200, faltam R$ 6.400: são mais 32 meses, ou 44 meses desde o início, sem rendimentos.
Quem já começa com R$ 1.000 precisa de 30 aportes de R$ 300, sem juros. Considere apenas dinheiro disponível para ficar na meta; valores separados para uma conta próxima não podem entrar nessa soma.
Quanto os rendimentos mudariam essa conta?
Mantendo R$ 300 por mês, os cenários de retorno efetivo anual constante de 0%, 6% e 10% chegam à meta nos meses 34, 31 e 30. São hipóteses para comparar prazos, não a Selic ou o CDI de hoje, uma oferta de CDB ou a rentabilidade líquida de uma aplicação.
No cenário de 6%, o saldo no mês 30 é de R$ 9.665,05; com 10%, no mês 29 é de R$ 9.744,72. Ainda falta dinheiro nos dois casos. O aporte seguinte leva o saldo acima de R$ 10 mil.
Compare isso com guardar R$ 400 sem rendimentos: o prazo cai para 25 meses, nove a menos que no plano de R$ 300. Para esta meta, aumentar o aporte em R$ 100 muda mais a data do que os juros simulados. Esse aumento só faz sentido se você puder manter o dinheiro guardado.
| Retorno anual hipotético | Meses até a meta | Total aportado | Saldo projetado |
|---|---|---|---|
| 0% | 34 | R$ 10.200,00 | R$ 10.200,00 |
| 6% | 31 | R$ 9.300,00 | R$ 10.012,09 |
| 10% | 30 | R$ 9.000,00 | R$ 10.122,42 |
100% do CDI não significa 100% ao ano
Segundo a B3, uma aplicação que rende 100% do CDI acompanha a Taxa DI do período. O número 100 indica a proporção dessa referência, não que seu dinheiro vai dobrar em um ano.
Por isso, não digite 100 no campo de retorno anual só porque viu “100% do CDI” em um anúncio. A calculadora usa uma hipótese de rentabilidade efetiva anual constante; ela não consulta o CDI nem reproduz sua variação diária.
Os cenários de 6% e 10% acima também não são conversões de 100% do CDI. Se você ainda não tem uma hipótese anual para usar, comece por 0% para entender o prazo que depende apenas dos depósitos. O valor líquido de uma aplicação pode ser diferente do rendimento divulgado, conforme seus custos e tributos.
B3 — Bora Investir: CDI e Taxa DI: o que significa render 100% do CDI
O que esses R$ 10 mil precisam pagar?
Se a meta é uma reserva para imprevistos, compare o total com suas despesas essenciais. Com gastos hipotéticos de R$ 2.000 mensais, R$ 10 mil cobrem cinco meses; com R$ 2.500, quatro. Esses exemplos mostram a divisão, não o tamanho ideal da sua reserva.
Se o dinheiro tem destino certo, como uma compra, confira o preço durante o caminho. A simulação trabalha com reais nominais: chegar aos R$ 10 mil daqui a quase três anos não garante o mesmo poder de compra de hoje.
A calculadora abre em reais, com meta de R$ 10 mil, saldo inicial zero, prazo de 34 meses, orçamento mensal de R$ 300 e retorno de 0%. Para descobrir quando seu orçamento alcança a meta, altere o aporte opcional e veja o primeiro mês de chegada.
O resultado principal responde a outra pergunta: quanto guardar para cumprir o prazo escolhido. Para 34 meses, sem juros, o mínimo fica em aproximadamente R$ 294,12 por mês, arredondado para cima nos centavos. A projeção do orçamento usa seus R$ 300 completos e termina com R$ 10.200. Os dois valores partem de perguntas diferentes.
Planeje seus primeiros R$ 10 mil
Abra o cenário em reais, com R$ 300 por mês, e compare aportes, prazo e saldo inicial.
Perguntas frequentes
Por que são 34 meses, e não 33?
Depois de 33 aportes de R$ 300, você tem R$ 9.900 sem juros. Ainda faltam R$ 100. A meta só é alcançada no mês seguinte.
Quanto preciso guardar para juntar R$ 10 mil em um ano?
Sem saldo inicial nem rendimentos, cerca de R$ 833,34 por mês, arredondando para cima nos centavos. É bem diferente do exemplo de R$ 300 e precisa caber no seu orçamento.
A simulação já desconta imposto de renda?
Não. Os cenários são matemáticos e não representam um produto específico. Para um plano real, considere os custos e a tributação aplicáveis ao investimento que você escolher.
Posso juntar R$ 10 mil em dois anos com R$ 300 por mês?
Sem saldo inicial nem rendimentos, 24 aportes de R$ 300 somam R$ 7.200: faltam R$ 2.800. Para cumprir o prazo sem juros, seriam necessários cerca de R$ 416,67 por mês, arredondando para cima nos centavos.
O que colocar na calculadora se o investimento rende 100% do CDI?
Não coloque 100 como retorno anual. Esse percentual se refere ao CDI, enquanto o campo pede uma hipótese de taxa efetiva anual. A calculadora não converte percentuais do CDI nem busca a taxa atual.
Os dados oficiais de renda contextualizam o aporte do exemplo, sem representar a poupança média. Os retornos são hipotéticos.
Estimativas educativas. Considere sua renda e suas despesas; rendimentos, impostos, custos e poder de compra podem mudar.